Quando trouxe o Joaquim para o Sant’Anna, minha primeira impressão foi: encontrei uma escola legal para meu filho! Um lugar onde ele poderia aprender, fazer amigos e crescer. Mas, com o passar do tempo, fui descobrindo que tinha escolhido muito mais do que uma escola.
Hoje, vejo o Sant’Anna com os olhos de mãe e de professora. E talvez por isso me emocione tanto com algumas coisas que fazem toda a diferença. É o abraço dos porteiros, que conhecem as crianças pelo nome, um lugar onde meu filho é reconhecido. É saber que, quando ele chega choroso, tem a coordenadora da Educação Infantil esperando por ele, acolhendo, dando carinho e ajudando a transformar aquele momento. Como mãe, não existe tranquilidade maior do que saber que seu filho está em um lugar onde é querido.
E tem os espaços, as brincadeiras, a pracinha, o pátio e o sítio! Ah, o sítio! Como ele fala desse dia, como espera por esse momento! É tão bom ver uma criança feliz por coisas tão simples e tão especiais.
Mas tem algo no Sant’Anna, me faz voltar no tempo. Quando observo as atividades e as experiências que as crianças vivem, lembro muito da minha própria infância e adolescência, lá nos anos 80 e 90. Lembro daquela escola que não acontecia só dentro da sala de aula. Tinha horta, teatro, culinária, atividades diferentes, experiências... coisas que talvez na época a gente nem imaginasse o quanto seriam importantes, mas que hoje fazem parte das nossas melhores lembranças. E é justamente isso que quero para o Joaquim.
Ele passa dois turnos do dia na escola. E, como mãe, penso que não quero que esses momentos sejam ocupados apenas por conteúdos e tarefas. Quero que ele aprenda, claro! Sei da importância da Matemática, do Português, das Ciências, da Física e de todas as áreas do conhecimento. Quero que ele receba uma formação sólida, que aprenda e que seja desafiado a pensar. Mas também quero que ele tenha uma infância cheia de histórias! Quero ouvir ele contar que colheu alface na horta, que teve uma tarde de picolé, que brincou com os amigos, que foi ao sítio, que participou de uma atividade diferente. Que viva experiências que talvez pareçam simples hoje, mas que, daqui a 20 ou 30 anos, ele lembre com aquele sorriso de quem sente saudade de um tempo bom.
E sabe o que mais me encanta? Aqui ele não é só mais um aluno. Ele é o Joaquim! Tem nome, tem história, tem suas particularidades, seus dias bons e seus dias difíceis. E existe um olhar atento para tudo isso. Acho que, no fundo, é isso que me faz gostar tanto dessa escola. Como professora, valorizo o ensino, o conhecimento e a responsabilidade de educar. Como mãe, quero acolhimento, carinho, brincadeiras e vivências. E fico feliz em encontrar tudo isso no mesmo lugar.
Eu quero que o Joaquim aprenda muito no Sant’Anna, mas quero, principalmente, que ele seja muito feliz.